SÃO FRANCISCO DE ASSIS - IGREJA


Fala Galera!

 

A Igreja foi erguida pela Ordem Terceira de São Francisco de Assis entre os anos de 1766 e 1794. O “risco”, projeto arquitetônico, foi encomendada a Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e entregue a Domingos Moreira de Oliveira, experiente pedreiro português residente da antiga Vila Rica.

Devido a sua posição de instalação, contando com duas ruas e ampla praça que a circundam, destaca-se imponente e única no cenário com as montanhas e o Pico do Itacolomi ao fundo.

 

Localização:

Fator que contribui junto a beleza da obra para alta taxa de visitação é sua localização privilegiada, com fácil acesso, amplo estacionamento, bem no centro histórico da cidade e com a Feira de Pedra Sabão (clique e veja a matéria completa) instalada a sua frente.

Será destino certo para os turistas que passeiam à pé pois, está a apenas 180 metros (2 minutos) da Praça Tiradentes.

Abaixo estão todos os atrativos turísticos que nós da Tour Ouro Preto já visitamos e criamos Artigos Turísticos apresentando tudo que o visitante irá encontrar. Aproveite para descobrir o que Ouro Preto tem a oferecer!

A Igreja de São Francisco de Assis é um marco do Barroco brasileiro e mundial, sendo uma das mais significativas obras arquitetônicas do século XVIII, considerada por muitos críticos como a obra prima de Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, que assinam a maioria das obras de talha e pintura. A planta explora todas as possibilidades formais do Barroco, com as paredes dinâmicas e movimentadas, porém o desenho geral mantém as paredes principais da nave e do altar planas e paralelas.

 

A fachada principal é ousada, e renega sua tradicional composição bidimensional, ao explorar sua plasticidade e sinuosidade. Estes efeitos são potencializados através do recuo das torres dos campanários, que se posicionam de maneira inexata em relação às fachadas laterais e o frontispício. As duas torres são compostas por grandes cilindros, encapuzados por cúpulas em taças invertidas baixas, terminadas por longas e afiladas pirâmides. Nestas torres a disposição das pilastras tem as diagonais em cruz, seguindo o ângulo reto do grande eixo e sua perpendicular, o que resulta o aparecimento de duas sineiras ao observador que contempla o conjunto. O frontão, que conecta os campanários ao frontispício, é parcialmente desmaterializado. A portada principal é toda esculpida pelo Aleijadinho, com ombreiras geminadas e caneluras curvas, com uma verga recortada e a face de um querubim a cada lado, dois anjos de corpo inteiro logo acima, parecendo flutuar, apresentando os símbolos da ordem de Nossa Senhora da Conceição, e ao centro a Santa encimada por uma coroa de Rainha.

 

Completando o belíssimo trabalho de lavra, com posição central e mais elevado, é agregado a obra um falso óculo em formato circular que representa o momento em que São Francisco recebe as chagas de Cristo, e mais acima a Cruz da Penitência no alto do frontão, formando um conjunto de grande unidade que é o elemento mais marcante no eixo central do edifício.

 

Adentrando a igreja e alcançando a nave, podemos observar o resultado do amplo, minucioso e ambicioso trabalho que os artistas tiveram ao longo de tantos anos.

A nave é decorada com seis altares laterais projetados por Aleijadinho, com rica ornamentação em estilo Rococó, os quais não receberam seu trabalho de execução, sendo tardiamente concluídos no século XIX e criticada por especialistas devido a qualidade inferior.

Na nave, nos quatro cantos os painéis pintados retratam os franciscanos “doutores da igreja”, Santo Agostinho, São Gerônimo, São Gregório e Santo Ambrósio. Duas destas pinturas estão uma a cada lado do Arco do Cruzeiro e duas estão sobre o coro, também uma a cada lado.

 

Ainda se tratando da nave, a peça que completa toda a obra e chama maior atenção é a pintura do forro, realizada por Manuel da Costa Ataíde. Uma glorificação de Nossa Senhora da Porciúncula cercada de anjos músicos. Os traços da Virgem são identificados como os de uma mulata (acredita-se que tenham sido inspirados nos da sua esposa) e são interpretados como uma das suas contribuições para a criação de uma estética voltada à realidade nacional e como uma escolha radicalmente inovadora para seu tempo, quando eram fortíssimos os preconceitos de cor e Jesus e Maria eram invariavelmente representados como brancos.

 

Na Igreja de São Francisco, Aleijadinho posicionou dois púlpitos no arco do cruzeiro, rompendo com a tradição que os localizava em meio à nave. Estes púlpitos merecem ser apreciados com minucia devido a técnica de baixo relevo utilizada, rara para a época e incomum para o artista.

Ornamentando a capela-mor, estão dez anjos portando um crucifixo, cilício, rosário, cordão com nós, açoite de ramos, coroa de espinhos, caveira e disciplina, a coroa franciscana ou seráfica e o Salmo 50, chamado Salmo Penitencial, instrumentos do irmão terceiro.

A capela-mor é obra magistral coberta com abóbada de madeira, em forma de barrete, tendo nos cantos quatro medalhões ovais (São Conrado, Santo Ivo, Santo Antônio e São Boaventura), relevos encarnados que são da mão do Aleijadinho. A urna do altar tem o frontal entalhado, com a cena das santas mulheres e o anjo, em ouro, sobre fundo branco. A composição do conjunto altar-sacrário, retábulo, trono é de desenho elegante e delicadíssimo; as colunas laterais esbeltas, com largas caneluras ondulantes na base, encimadas por dois grandes serafins.

O grande arco, todo coberto de talha, com figuras e motivos diversos, é encimado por uma longa tarja ricamente trabalhada. É extraordinária a riqueza e a finura dos detalhes: nichos laterais de São Luís de França e Santa Isabel de Portugal, o grande nicho central com a imagem de São Francisco com trono todo entalhado.

 

Na sacristia encontramos um lavabo esculpido pelo mestre Aleijadinho que eterniza uma sequência de regras e fundamentos doutrinários, uma representação simbólica da Ordem Franciscana, nos forros e pinturas Ataíde divide com Manoel Pereira de Carvalho a ilustração do espírito franciscano, são pinturas retratando santos anacoretas e santos religiosos.

 

Observações:

  • Para quem chega até o atrativo de carro, não é possível estacionar à frente da Igreja, mas é possível encontrar estacionamento nas ruas vizinhas, sendo necessário ter paciência devido ao pequeno número de vagas e quanto a reduzida largura das ruas que circundam.
  • O atrativo está apto a receber grandes grupos de visitantes.
  • Temos certeza que, durante a visitação, irão descobrir inúmeras curiosidades e encontrar detalhes por nós não citados. A Igreja é tanto na arquitetura, quanto na decoração, para os olhares atentos, garantia de contentamento e obtenção de novos conhecimentos sobre nossa história.

 

Agradecimentos:

  • Agradecemos ao apoio e cordialidade com que a equipe da Igreja nos recebeu.
  • Agradecemos também a Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, abrindo as portas dos atrativos turísticos e culturais para que possamos mostrar sua grandiosidade para todos que nos acompanham.

 

Informações Importantes:

  • Entrada: Inteira R$10,00. Meia R$5,00 para: estudantes mediante apresentação de carteirinha escolar ou declaração da escola, idosos brasileiros acima dos 60 anos de idade mediante apresentação de RG. Isenção para: crianças até sete anos de idade mediante apresentação de certidão de nascimento ou identidade, Ouro-pretanos que apresentarem comprovante de residência ou RG, guias turísticos devidamente credenciados e mediante apresentação de crachá vinculado a instituição de turismo.
  • Horários de funcionamento: todos os dias das 08:30 às 11:50 horas, e das 13:30 às 17:00 horas.
  • As missas ocorrem aos domingos às 19 horas.
  • E-mail: [email protected]
  • Endereço: Largo do Coimbra, sem número - Centro, Ouro Preto
  • Telefones: (31)3551-3282.

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