CIÊNCIA E TÉCNICA DA ESCOLA DE MINAS DA UFOP - MUSEU


Fala Galera!

 

Sabemos que Museus são muito mais que exposições de objetos históricos, científicos, folclóricos ou religiosos organizados de maneira sistêmica. Museus são muito mais que fonte de diversão ou local para preencher uma programação de férias. Eles constituem uma oportunidade única de compreender a razão e circunstâncias que conduziram a humanidade ao seu estágio atual de conhecimento. Por esta razão iniciarmos a visita no Museu que agora apresentamos relembrando parte grandiosa da história que seu passado nos revela.

Este prédio foi construído no mesmo local onde funcionou anteriormente a Casa de Fundição e Moeda. Coube ao Governador Gomes Freire de Andrade, em 1735, a iniciativa de mandar adaptá-la à sua nova função, que nesta época receberia o Palácio dos Governadores. Entretanto, foram realizadas à época apenas algumas obras provisórias de adaptação da antiga construção, ainda em pau-a-pique, postergando o início da nova edificação constituída em pedra e cal para 1741. A obra principal foi arrematada por Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho.

O Palácio dos Governadores serviu de moradia oficial a todos os governadores da capitania e província de Minas Gerais até 1898. Essa mesma casa hospedou por duas vezes, cada um dos dois Imperadores do Brasil. Com a mudança da capital do Estado para Belo Horizonte no ano de 1897, o prédio passou a ser sede da Escola de Minas e Metalurgia, criada em 1876 pelo Imperador Pedro II.

Inicialmente o prédio era composto por um quadrilátero central cercado pelas muralhas, com terraços para artilharia, guaritas, saguão e outros complementos militares, à feição de uma fortaleza. Depois de tornado sede da Escola de Minas, o antigo Palácio dos Governadores foi objeto de várias modificações, tendo sido acrescido de inúmeras construções anexas. Segundo o historiador Diogo de Vasconcelos, modificou-se todo o edifício e 41 salões em ambos os pavimentos foram destinados aos laboratórios e máquinas. Os antigos pátios e o quintal, encheram-se de construções, onde foram colocadas máquinas para o ensino prático da metalurgia.

A imagem abaixo apresenta a atual planta do museu, suas salas e atribuições:

Dos antigos terraços restaram apenas as guaritas como ornamento na frente do edifício. Trata-se de sólida construção assobradada, cuja rampa e muros enviesados conferem em consonância com o frontispício, um aspecto imponente à edificação.

A Escola de Minas de Ouro Preto é tema principal deste museu, e por isto vamos aprofundar um pouco na sua história. A Escola de Minas de Ouro Preto é uma instituição de ensino superior de engenharia e arquitetura, fundada em 12 de outubro de 1876, pelo cientista francês Claude Henri Gorceix a pedido do então imperador Dom Pedro II na tentativa de facilitar a pesquisa cientifica no Brasil. Esta escola foi pioneira nas áreas de Geologia, Mineração e Metalurgia no Brasil. Seus primeiros alunos formados foram os precursores na implantação do parque minero-metalúrgico brasileiro. Em 21 de agosto de1969, juntamente com a também centenária Escola de Farmácia de Ouro Preto, foi fundada a Universidade Federal de Ouro Preto. Em 1995 a Escola de Minas foi transferida para o campus Morro do Cruzeiro da UFOP, onde atualmente oferece os cursos de graduação de Arquitetura, Engenharia Ambiental, Civil, de Controle e Automação, de Produção, Geológica, Mecânica, Metalurgia e de Minas.

A Imagem abaixo apresenta o atual prédio do curso de Engenharia de Minas da UFOP:

 

Localização:

Sua localização (destacado em vermelho) certamente é uma das de mais fácil acesso, estando instalado a frente da Praça Tiradentes, bem no centro histórico da cidade. Nas proximidades encontramos vários outros atrativos que podemos visitar no mesmo dia, aproveitando melhor o tempo e conhecendo mais a nossa querida Ouro Preto. A exemplo citamos o Museu da Inconfidência (número 1), o Anexo I do Museu da Inconfidência que hoje acolhe o cinema Cine Vila Rica (número 2), a Igreja Nossa Senhora do Carmo (número 3), o Museu do Oratório (número 4), o Teatro Municipal de Ouro Preto mais conhecido como Casa da Ópera (número 5), a Feira de Pedra Sabão (número 6), o Museu Casa Guignard (número 7), o Museu Casa dos Contos (número 8) e por último o Museu da Pharmacia (número 9). Clique no nome dos atrativos e vejam a matéria completa.

Ao longo da sua história, a Escola de Minas Reuniu um valioso acervo constituído por amostras mineralógicas, maquetes didáticas, aparelhos de topografia, física, objetos de construção civil, metalurgia, mineração, amostras da antropologia, paleontologia, zoologia, além de equipamentos para estudo e observação astronômicos. O Museu possui um acervo de mais de 30 mil peças, expostas em setores temáticos, que abrangem várias áreas do conhecimento científico e tecnológico.

 

1º Andar:

História Natural:

O setor “Prof. Moacyr Amaral Lisboa” apresenta um valioso acervo de fósseis, conchas, esqueletos de animais marinhos e terrestres, além de espécimes taxidermizados, que representam os seres vivos característicos de cada período de escala do Tempo Geológico. Em exposição estão organismos primitivos como trilobitas, graptolitus e outros mais evoluídos; muitos deles encontrados na região de Ouro Preto, como a onça parda, a capivara e o tatu galinha.

Na imagem abaixo, dentre os expostos estão a presa de um Tigre-dentes-de-sabre e o dente de Mastodonte.

Na imagem abaixo, dentre os expostos estão o esqueleto de um Macaco Bugio, Anta, Porco e Golfinho.

Uma peça valiosa desta exposição é o Homem de Lagoa Santa, com datação de aproximadamente 10 a 12 mil anos, considerado um dos fósseis mais antigos do continente.

 

Mineração:

Dos metais à cerâmica, dos combustíveis aos plásticos, equipamentos elétricos e eletrônicos, computadores, cosméticos, estradas e outros produtos e materiais utilizados no dia-a-dia têm origem na mineração. Desde os tempos de colônia, o Brasil tem a mineração como um dos setores básicos da economia nacional.

O setor “Prof. Paul Ferrand” apresenta modelos de ensino e aparelhos das áreas de pesquisa, prospecção e beneficiamento mineral utilizados nas aulas da Escola de Minas.

A imagem abaixo é uma representação de perfuração para sondagem. A máquina X-Ray, de sondagem diamantada de superfície, fura a rocha com o objetivo de indicar a direção para o mapeamento mineral. O painel ao fundo reproduz o Pico de Itabirito, um monumento geológico dos mais singulares que se tem notícia, constituído por massa de hematita compacta de alto teor de ferro. O Pico foi tombado, e permanecerá incólume, como um marco geográfico da região de Minas Gerais. Observem o fragmento de rocha a qual o equipamento está instalado, fragmento do Pico de Itabirito que apesar da pequena proporção pesa 2,9 toneladas.

Na imagem abaixo algumas maquetes representam os equipamentos utilizados na mineração a céu aberto. À esquerda a Draga Arraste, equipamento que possui mecanismo para retirar do fundo de rios e cursos d’água, utilizada, por exemplo, por exploração de areia para construção civil. À direita temos Caminhão Fora de Estrada, Escavadeira Elétrica, Perfuratriz Rotativa de Rochas e Escavadeira Hidráulica.

 

Cantaria:

Essa técnica consiste em lavrar a rocha em formas geométricas ou figurativas para aplicação em construções, com finalidade ornamental ou estrutural. Nesse setor há peças como carrancas, pinhas, parte de chafarizes e as ferramentas utilizadas nesse ofício.

Ouro Preto se destaca pela quantidade e qualidade de suas obras em cantaria. Igrejas, pontes e chafarizes, construídos com duros blocos de quartzito, retirados em difíceis condições das montanhas do Itacolomi ou outros materiais da região como a pedra-sabão, ganharam formas nas mãos de mestres como Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho) e Francisco Lima Cerqueira, no século XVIII.

 

Mineralogia I:

A coleção de Mineralogia do Museu foi iniciada com amostras trazidas por Henri Gorceix do Laboratório de Mineralogia e Geologia, fundado por ele no Rio de Janeiro.

Cristais de diamante, minerais de urânio e amostras curiosas como a coleção de meteoritos e outros minerais raros estão presentes no acervo. Em exposição está o ouro preto, que deu origem ao nome da cidade, o topázio imperial, o euclásio azul, a coleção de quartzo em várias cores, cristais de berilo, como água marinha e esmeralda, e muitas outras riquezas mineralógicas.

 

2º andar:

Mineralogia II:

O setor apresenta diversos materiais que possuem minerais como matéria-prima, tais como telhas e tijolos de argila, argamassas, PVC, microchips, espumas, cerâmicas, ferragens, esquadrias, dentre outros. Eles são indispensáveis ao bem-estar, à saúde e ao padrão de vida do ser humano. Em casa, no carro, no trabalho: o avanço tecnológico do nosso tempo se deve ao uso dos minerais. Em exemplo de utilização estão expostos o grafite sólido e em pó que utilizamos na fabricação dos lápis, a pirolusita que utilizamos na fabricação de pilhas, a bauxita que produzimos o alumínio, dentre outros.

 

Capela Imperial:

Presumidamente construída em 1781, é dedicada à devoção a Nossa Senhora da Conceição, com seus elementos artísticos do altar-mor revestidos em ouro. Com a fundação da Escola de Minas, a Capela teve seu altar transferido para o distrito de Cachoeira do Campo, sendo reincorporada ao prédio em 1974. Foi recuperada em 2003, em comemoração aos 127 anos da Escola de Minas. A Capela Imperial é utilizada hoje, além da visitação, para ensaios de grupos de canto-coral.

 

Observações:

  • O atrativo está apto a receber grande número (grupo) de visitantes.
  • Possui visitas guiadas (sob agendamento).
  • Além das salas apresenta na matéria, o museu possui outras salas temporariamente fechadas por austeridade financeira, sendo elas: Biblioteca de Obras Raras, Arquivo Histórico, Física, Metalurgia, Topografia, Desenho, Astronomia, Observatório Astronômico, Siderurgia, Transporte Ferroviário, Eletrotécnica, Galeria do Antigo Aluno, Panteon Gorceix e Sala da Congregação.

 

Agradecimentos:

  • Agradecemos ao apoio e cordialidade com que a equipe do Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas nos recebeu, em especial a Daniela Oliveira e Hernani Lima.
  • Agradecemos também a Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, abrindo as portas dos atrativos turísticos e culturais para que possamos mostrar sua grandiosidade para todos que nos acompanham.

 

Informações importantes:

  • Entrada: Inteira R$10,00. Meia R$5,00 para: professores, estudantes mediante apresentação de carteirinha escolar ou declaração da escola, idosos brasileiros acima dos 65 anos de idade mediante apresentação de RG. Isenção para: crianças até sete anos de idade mediante apresentação de certidão de nascimento ou identidade, Ouro-pretanos que apresentarem comprovante de residência ou RG, guias turísticos devidamente credenciados e mediante apresentação de crachá vinculado a instituição de turismo.
  • Horários de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12 às 17 horas.
  • Endereço: Praça Tiradentes, 20, Centro - Ouro Preto
  • E-mail: museu.em@ufop.edu.br
  • Telefone: +55(31)3559-3118 e +55(31)3559-1597

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14 nov 2018


Por Paulo Afonso
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